O escritor Charles Bukowski (1920-1994) definiu, certa vez, que “a vida sem literatura é um inferno”. Como educador, eu também não consigo imaginar a vida sem livros. A leitura de uma obra, além do conhecimento que ela transmite por si só, também é capaz de otimizar a capacidade de raciocínio, estimular o lado lúdico, ampliar o vocabulário e melhorar a comunicação de uma pessoa. Ou seja, só há benefícios nesta atividade. Independentemente do gênero do livro que você leia.

No entanto, infelizmente, os brasileiros leem pouco. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro, uma pessoa lê, em média, menos de cinco livros por ano em nosso país, sendo que apenas 2,43 são lidos integralmente.

Cientes desta preocupante realidade, e sabedores de que uma biblioteca universitária precisa dar suporte informacional para que os alunos tenham a melhor formação, com uma ampla base de conteúdos bibliográficos relacionados aos mais variados assuntos e às diversas áreas do conhecimento, além de acesso a periódicos e e-books, nós, do ENIAC, resolvemos analisar como nossos recursos bibliotecários estavam atendendo aos estudantes.

E notamos que, mesmo com a nossa biblioteca estando equipada com vasto acervo e recursos de alta tecnologia, como o “autoempréstimo”, o acesso e a consulta estavam diminuindo consideravelmente. Ao levantarmos os dados estatísticos, entre os anos de 2017 e 2019, constatamos que a obra mais emprestada teve apenas 149 empréstimos. Por outro lado, uma pesquisa feita pela CPA mostrou um aumento expressivo no acesso à biblioteca virtual para realização dos trabalhos acadêmicos devido à sua praticidade.

Percebemos, então, que o ambiente físico precisava colaborar mais para que essa interação entre o aluno e a biblioteca acontecesse. Os cursos no ENIAC são bem dinâmicos e com uma formação voltada para a realidade profissional. Ou seja, o aluno vive, de fato, o que está aprendendo. E a biblioteca precisava acompanhar esta metodologia.

E se o acervo “fosse” até o aluno? E se tivéssemos uma parte do acervo dentro dos laboratórios e nos ambientes de estudo/trabalho, onde há uma grande concentração de grupos de estudantes colocando seus projetos em prática? O aluno teria a informação ao seu alcance de uma maneira mais prática e rápida.

E foi assim que nasceu o Ecossistema de Inovação do Eniac, com a democratização do acervo, descentralizando o conteúdo e o deixando disponível e acessível onde quer que o aluno esteja. Nos laboratórios de Computação e de Engenharia estão disponíveis livros das áreas específicas apenas para consulta e utilização no local. Porém, se o aluno tiver interesse em levar o livro para casa, o mesmo exemplar se encontra disponível para retirada no Ecossistema de Inovação. A área também se tornou um espaço de convivência entre alunos e professores, onde eles contam com apoio dos tutores e coordenadores, gerando maior interação e desenvolvendo, na prática, as atividades propostas para cada curso.

E como fica o empréstimo com os livros espalhados pelo campus? Temos um sistema de alarme no espaço Arapa e a máquina de autoempréstimo, como já mencionamos anteriormente. No Ecossistema de Inovação, a bibliotecária e a sua equipe estão presentes fazendo todo o controle de empréstimos e devolução. O aluno pode ficar com a publicação por sete dias e tem direito a três renovações – que podem ser feitas por e-mail, pelo portal da biblioteca ou pessoalmente, sem a necessidade de levar os livros.

A mudança foi implantada há cerca de duas semanas e se encontra em fase de ajustes para possíveis melhorias. Temos apreciado a satisfação dos alunos com esta grande mudança e isso nos faz muito mais orgulhosos de repetir que somos diferentes. Porque o ENIAC é diferente.

Renato Silva

Por: Renato Silva

Publicado em: 13 de março de 2020

Categorias: Colégio, Faculdade, Notícias, Tecnologia.