Um privilégio: Sensei Rogério Wong expõe aqui

os princípios básicos do Karate

Karate-Do é uma palavra japonesa que significa “ Caminho das mãos vazias”. Consiste em uma arte marcial japonesa, um método de defesa pessoal que inclui diversas técnicas executadas com várias partes do corpo humano. O método de defesa pessoal foi, possivelmente, originado na China, mas se desenvolveu e evoluiu no Japão, na província de Okinawa, com base em uma luta nativa já existente na época.

No Japão também se acrescentou a partícula “do” (karate-do) que significa “caminho”, para acrescentar à luta os aspectos filosóficos e físicos, cujas técnicas visam disciplinar o corpo e a mente.

Os praticantes de Karate são denominados “karatecas”. Nas lutas, os karatecas só podem usar as armas de combates naturais, ou seja, o próprio corpo (mãos, braços, pés, pernas, etc.) incluindo os bons reflexos de visão e inteligência.

O nível atingido por cada karateca é classificado através de um sistema de faixas coloridas (classe Kyu) na seguinte ordem: branca, vermelha, cinza, amarela, laranja, azul, verde, roxa, marrom. A faixa branca é indicativa de principiante. Já a faixa preta é obtida por quem atingiu todos os conhecimentos da classe Kyu e domina a arte marcial (classe Dan).

No Sistema Okinawa Shorin Ryu, são definidos mais 10 níveis exclusivos para serem alcançados pela classe Dan (faixas-pretas).

O objetivo do Karate-Do é desenvolver mente e corpo em estado de equilíbrio, através da formação em técnicas de combate. O Karate também compartilha com o objetivo último do Budo: cultivar o grande caráter humano de classe superior que impede que qualquer ataque violento ocorra antes de uma luta real. “Karate ni sente nashi”, cujo significado diz: “No Karate não existe atitude ofensiva”.

O Budo se origina na prática da luta física; porém, tem um efeito significativo no desenvolvimento espiritual e físico de um ser humano, já que a filosofia e ética Budo são requisitos absolutos para o estudo de técnicas e aperfeiçoamento das habilidades. Elementos como etiqueta e maneiras não foram adaptadas a partir de elementos externos, nem são independentes do treinamento físico, mas existiam dentro do sistema desde a origem do Budo, e foram integrados para o aprimoramento técnico.

A prática do Karate-Do no colégio ENIAC, está aliada aos conceitos da educação física, da pedagogia e das artes marciais orientais. Consiste em proporcionar maior aprendizado por parte dos alunos com o objetivo de formar cidadãos mais preparados para a vida .Desenvolve nos alunos sua capacidade nos planos psicomotor, afetivo e cognitivo. A prática do Karate é indicada para qualquer pessoa, contribuindo positivamente não somente com o físico, mas também, para a mente e o espírito.

Na criança a atividade se expressa através do movimento: o desenvolvimento do esquema corporal é um dos fatores mais importantes nessa fase, pois é o meio pelo qual a criança toma consciência de seu corpo e das possibilidades de expressar-se através dele. A referida prática ajuda a desenvolver a coordenação motora, lateralidade, equilíbrio, orientação espaço temporal, concentração, respeito, disciplina, paciência, amizade e espírito de união. Vale ressaltar, que os resultados são percebidos a médio e a longo prazo.

O treino de Karate na fase infantil pode ser dividido em duas partes principais: Kihon e Kata.

O Kihon (significa fundamentos, em japonês) é a prática das técnicas básicas. É nessa hora que o karateca deve fazer correções da sua base, e melhorar sua técnica, força e velocidade.

Os Katas (significa formas) são sequências pré-determinadas de movimentos. Cada Kata reúne técnicas básicas e, alguns deles, avançadas, de defesas e ataques contra múltiplos adversários imaginários. Sua execução requer, principalmente, vigor nos movimentos, concentração, postura, respiração apropriada e compreensão dos movimentos executados (aplicação da técnica).

Texto: Sensei Rogério Wong

Edição: Miriam Barcellos

Por: Miriam Barcellos

Publicado em: 18 de abril de 2019

Categorias: Avisos, Colégio, Comunicados, Educação, Educação Infantil, Fundamental I, Fundamental II.